quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Jardim Apartado

Estou farto de dúvidas
De viver à luz de um certo sul
Laços cruéis
Os servos têm o poder
Homens ignóbeis e suas mulheres vulgares
Puxam cobertores vulgares sob
Os nossos marinheiros
(e tu onde estás nesta hora escura,
A aparar a barba ou a beber uma margarita?)
Estou farto das caras soturnas
Que me olham das torres televisivas
Quero rosas nos canteiros do meu jardim, compreendido?
Bebés reais e rubis
Devem agora tomar o posto
Dos estranhos abortos na lama
Estes mutantes, pasto de sangue
Para a planta semeada
Estão à espera de nós até o Jardim Apartado
Sabes o quão pálida e excitantemente indesejada vem a morte numa hora estranha, sem anunciar, imprevista
Como um hóspede inimigo que levamos para a cama
A morte faz anjos de todos nós e dá-nos asas
Onde tínhamos ombros macios como as garras dos corvos
Chega de dinheiro, chega de fantasias
Este outro reino é de longe melhor
Até que a sua outra face mostre incesto
E a cega obediência a uma lei vegetal
Não irei
Prefiro a Festa dos Amigos
À Família do Gigante

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